"O que sei já pouco me basta, na relatividade do meu nada, continuo procurando sorver de tudo..."

INFELIZ DE MIM


A branca de neve o roubou de mim na escuridão...
É a maça dos lábios dela que irás provar;
É nos cabelos de ébano dela que perderás o fôlego
Esquecendo o meu vermelho...
É no azul anil dos olhos dela,
Que perderás o meu marrom ...
Tom sobre tom o branco se confunde,
A pureza do meu e o amarelo da pele dela,
A tua pequena asiática...
Nesta confusa matemática
Enquanto você divide
Eu subtraio as alegrias
E ela soma as fantasias
Porque ignora o tu e eu...
A quem amas?
A quem de verdade queres?
Tens mil e uma mulheres
Que a ti so entregam o corpo
Não o amor com tanto ardor
Por certo então não queres ser amado
Queres entre açoites ser subjugado
Pelas damas dos contos de fadas
Desfilas com ela pelas praças
Que ignora a desventura das tuas desgraças
Tu que por inúmeras vezes foge e pernoita comigo
Tornei-me eu um refígio, um abrigo
Para um Don Juan falsificado
Que não oferta-me nada além do pecado
Logo a ti que tanto amei, mas deixei partir
Logo a ti que eu queria de volta
Alegre e batendo à porta
Retorna para não ser de mim
O querer, dessa forma, ter por perto
Nem de longe me parece certo,
Mas sem esforço me entrego
E sem pensar eu não me nego...
Melhor que suma de volta e nada mais me dê.
Se afogue nela por inteiro,
Esquece o meu vermelho,
Mas a infeliz de mim...
Não consegue esquece você!!!

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