"O que sei já pouco me basta, na relatividade do meu nada, continuo procurando sorver de tudo..."

SEM TI


Tu, alma minha

Tu, doce estrelinha

Tu, meu jasmim que és tão delicado

Tu, que vergas a uma gota de sereno

Tu, que és tão suave que te inspirei no ar para dentro do coração

Tu, anjo do pecado, minha ingênua malícia

Tu, príncipe da carícia que nunca gozei

Tu, solvente da tristeza

Tu, que és santo e profano

Tu, dono dos rubros lábios virgens selados com mel que ainda descobrirei

Tu, que fez-me poetiza para escrever versos da tua formosura

Tu, que deixa-me sádica por não trazer junto ao meu teu corpo

Tu, cujo codinome é absinto...

Tu, que és gelo em fogo acesso

Tu, que és indefeso, tão menino e tão homem

Tu, que aos meus olhos inspira desejo

Tu, de posse do cheiro que parece ativar-me a vida

Tu, que faz-me sentir mulher perfeita e capaz de tudo,

Faz-me também senti-me nada capaz de morrer sem ti.

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