
No grande jardim da vida humana, cheio de flores murchas, ressequidas, sufocadas por ervas daninha, entre as plantas mal cuidadas e destruídas pelas mãos dos homens, plainam borboletas. Sobrevivem além de tudo, e conseguem ser de todas as cores para contrastar com o preto que domina nas almas terrenas.
Milagres breves de esperança que existem para nos afirmar com sua beleza singela: -“É possível transformar!”-
Todos os dias somos bombardeados com uma infinita quantidade de notícias nefastas, sinistros causados pelo ódio, pela arrogância, pelo espírito sanguinário de “pseudo-seres” com “sub-mentalidades”. Almas pobres que renegam os princípios básicos da própria existência. Apesar da quantidade ínfima de borboletas, ainda existem e persistem a cada nascer do sol. Estão lá, como uma centelha divina para nos fazer acreditar!
As condições precárias sociais, a má distribuição de renda e a violência urbana arrastam pessoas diariamente para “o lado negro da força”. Os transformam em militantes incansáveis de causas perdidas que acumulam vitórias falsas e sofrimento alheio. Matam e morrem como se a vida não tivesse valor.
Não podemos ser coagidos pelo medo, assim nos tornaremos todos uma enorme quantidade de capim Kikuia que sufocará as flores, destruirá as borboletas... Precisamos cuidar do jardim, ser autores e protagonistas de boas notícias se quisermos ver as cores além do cinza e do breu...
Abra as cortinas da tua janela, limpe os entulhos do campo que por certo as veremos mais... Azuis, vermelhas, de todas as cores... Borboletas no teu, no meu, em nosso jardim!
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