"O que sei já pouco me basta, na relatividade do meu nada, continuo procurando sorver de tudo..."

MITOLOGIA DAS NOITES SEM LUAR


Ah! Se as paredes falassem, contariam coisas que até mesmo a mitologia não ousaria descrever. Baco ficaria tímido perante os segredos da nossa odisseia. Porque aqui, Afrodite perdeu o posto de Deusa da beleza, nomeastes a mim com esse título. Tu que em muitas noites fostes Adonis e Perseu...
Conheci a dádiva dos Deuses... Em muitas vezes, fostes Aquiles quando descobri fraquezas mil por entre as dobras do teu dorso... Como Hermes atirou flechas rumo ao meu peito , alvo fácil para teus dóceis encantos. E eu fui Helena, mas não de Tróia, somente tua... Fui todas e um pouco de cada, cada noite uma e em algumas noites várias.
Percorri caminhos que levaram-me ao labirinto do Minotauro e provei da força bestial do homem bipolar. Em todos os teus mais de mil trabalhos Hércules, fui feliz por demais ao completar-me com estrelas.
Neste mundo de mortais, Deuses e semi-Deuses, de Ades a Zeus, fui de ti a delícia santa nas histórias de todos os tempos passados, contemporâneos e medievais, nas noites em que a tua lua em mim se escondeu eclipsando todas as tristezas para que nada delas se pudesse ver em meu semblante.

Um comentário:

  1. fazes-te de deusa em cada palavra onde embebida de seiva e luar mais alto que o próprio sonho, embebeda-se do elixir dos deuses...lindo texto monique.

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