"O que sei já pouco me basta, na relatividade do meu nada, continuo procurando sorver de tudo..."

VIA LÁCTEA EM TI




Estou em outro planeta
Em outra óbita habito o teu ser
Muito além da via láctea
Muito além do ad eternum
No infinitivo do teu eu
E fora do breu que sou sem ti
A sentir a alma que entregas a mim
A sentir os versos tão puros e cálidos
A sorver do teu semblante a mais casta alegria
Em harmonia com o teu sabor sem fim
No escuro do universo...
Imersa no breu dos teus cabelos
Imersa no ébano de teus olhos
A orvalhar dos meus pôros
O supra sumo do teu eu
Porque és mais que metade minha
Estás em todas as moléculas desse ser que sou
As constelações todas vejo
Através de ti quando te beijo
Ainda que nesse mundo de sonhos
Criado por mim para viver-te
E no vazio de ti ainda sigo
Imaginado-te criatura
Construindo traços do teu rosto
Desvendando aromas de cheiro para ti
Tudo isso lá em minha dimensão paralela
Bem mais além do buldo central galáctico
Em uma fenda no espaço no mundo meu
De criadora já submissa por um ser criado.

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